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Existem dois tipos de massa:
- Pastosa
É utilizada em peças estampadas a torno. Depois de
misturada, a massa é peneirada, em seguida é colocada
em filtroprensas (equipamento de filtragem da água sob pressão),
que tem por finalidade retirar o excesso de água deixando
aproximadamente 25% de umidade. A massa prensada é retirada
e acondicionada em depósitos de envelhecimento, para sua
conservação até a etapa subseqüente de
vácuo, que transforma a massa em uma mistura homogênea
e sem ar. Neste momento, atinge maior grau de plasticidade, podendo
ser torneada.
- Líquida
Trata-se da mesma massa, porém diluída. Contém
aproximadamente 30% de água.
FABRICAÇÃO
Peças estampadas a torno: redondas
- Automático
Responsável por 90% deste processo, sendo utilizado para
produzir pratos, pires, xícaras, tigelas e saladeiras pequenas.
- Manual
Para as peças de maior dimensão, como: saladeiras
grandes, prato de arroz e prato de bolo.
Peças estampadas a líquido: ocas, ovais e retangulares.
Este processo também é chamado de colagem. Consiste
em encher formas de gesso com a massa líquida. Após
decorrido o tempo necessário para formação
das paredes na espessura desejada (absorção da água
pelo gesso), o excesso de massa é despejado. Os cabos e alças
passam pelo mesmo processo e são colados manualmente.
As peças obtidas pôr colagem são: bules, leiteiras,
cafeteiras, sopeiras, manteigueiras, açucareiros, travessas,
etc. Após a secagem todas as peças são esponjadas
para corrigir eventuais imperfeições.
QUEIMA
Depois de secas as peças sofrem a primeira queima, denominada
biscoito, a 900º C, cujo objetivo é dar às peças
resistências e porosidade para a perfeita absorção
do verniz. Nesta etapa as peças adquirem um tom rosado.
O verniz é composto pelos mesmos materiais da massa, em quantidades
diferentes.
Através de um processo manual de imersão, o verniz
adere à superfície da peça, formando uma película
de cobertura. Após a aplicação do verniz ocorre
uma segunda queima, que é realizada a uma temperatura que
varia entre 1380º C a 1400º C.
Nesta fase a massa torna-se completamente compacta, totalmente sem
porosidade, adquirindo cor branca e vitrificada (fusão do
verniz sobre a massa). Esta segunda queima dura em média
31 horas, podendo chegar até 89 horas, dependendo da extensão
do forno utilizado.
As peças já prontas são encaminhadas para o
setor de classificação, que controla a qualidade do
produto, que então é lixado e pronto para ser decorado.
DECORAÇÃO
A decoração da porcelana é feita de duas formas:
com a aplicação de decalques e a de filetes. Algumas
peças recebem os dois processos em uma mesma operação.
Os decalques são adesivos que são aplicados nas peças
com o máximo de cuidado. Após ser colocado na posição
correta, passa-se uma borracha para fixá-lo.
Os filetes são aplicados com dois tipos de pincéis:
a trincha (pincel largo e sem ponta) e o pincel fino (de ponta fina
e delicada). As peças são colocadas em um torno para
que possam girar livremente, assim a mão do filetador pode
ficar apoiada e fixa evitando falha no filete.
Após a decoração, as peças passam pelo
controle de qualidade e a seguir sofrem a segunda queima para fixação
do decalque e / ou filete.
Atualmente em algumas decorações e filete já
está no decalque (adesivo), reduzindo assim o processo em
apenas uma queima.
Após as queimas a porcelana é lixada para retirar
algum resíduo do decalque. Após esta operação
a mercadoria já pode ser embalada e comercializada.
TIPOS DE QUEIMA
O processo de aplicação do decalque na porcelana
pode ter dois tipos de queima: uma chamada "sobre esmalte",
onde a peça é levada ao forno numa temperatura de
aproximadamente 800º C.
O outro tipo, que é uma tecnologia chamada "fogo forte",
ou seja, a peça a uma temperatura de aproximadamente 1200º
C, sendo que com este tipo de queima o decalque se funde com o esmalte
que a porcelana tem na superfície, garantindo que a decoração
nunca sofra desgaste.
fonte: Porcelana Schmidt S/A
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