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Cerâmica Mauá, Mauá,
SP. Travessa para rocambole. Exemplo da típica decoração
com carimbos, pintura à mão com pincel e esponjado
desta fábrica. Coleção do
autor. |
Se as pessoas que lidam com estes artigos dedicassem alguns
minutos a mais estudando as peças que possuem, perceberiam
que não só o design das marcas é muito
diferente, como na maioria destas o texto impresso deixa claro
qual a fábrica em questão.
Vejamos alguns exemplos: |
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Marca da Fábrica de
Louças de Pó de Pedra Paulista.
Funcionou de 1923 até 1965. Muito confundida com
a Porcellana Mauá, por apresentar em sua
marca a palavra MAUÁ grafada em destaque.
Entretanto, observe na faixa inferior a abreviação
da razão social da empresa: Manetti, Pedotti & Cia Ltda. A Sigla "SPR"
abaixo do sol significa "São Paulo Railway",
e indica que a produção desta fábrica
era escoada através desta cia. Ferroviária. |
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Outra marca corriqueiramente atribuída à Porcellana Mauá, mas que pertenceu à
mesma empresa acima, a "Paulista". Esta
fábrica passou, entre 1926 e 1943, por transformações
na composição societária, o que levou,
além de mudanças de nomenclatura e status
jurídico, ao redesenho da marca. Depois de 1943,
passou a se chamar "Cia. Cerâmica Mauá".
Observe a locomotiva, também uma alusão
à "baroneza", primeira locomotiva a circular
no Brasil, na estrada de ferro construída pelo
Barão de Mauá. |
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Marca da Cerâmica Miranda Coelho Ltda,
fundada em 1914 como Fábrica de Louça
Viúva Grande e Filhos, nome que mais tarde
foi mudado para João Jorge Figueiredo e posteriormente
para Luso-Brasileira. Anos depois, entre as décadas
de 1950 e 1960, a denominação foi alterada
definitivamente para Miranda Coelho. Fechada em 1964, a partir de 1986,
o local da fábrica passou a abrigar o SESI do Jardim
Zaíra. |
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Marca usada pela Porcellana
Mauá propirmante dita, desde sua fundação até o final de suas atividades
(1968). Em marcas da década de
1960, pode-se encontrar também a expressão
"MADE IN BRAZIL". |
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São Caetano do Sul
A mesma confusão acontece com diversas
fábricas da cidade de São Caetano do Sul,
em São Paulo: atribui-se o nome genérico de "São
Caetano" para as peças fabricadas por todas
elas, como se fossem da mesma fábrica.
O mais curioso é que jamais houve uma fábrica
de louça doméstica ou decorativa chamada São Caetano. Com o nome da cidade como marca fantasia
ou razão social houve apenas uma grande indústria
cerâmica de tijolos, telhas, pisos e azulejos, a Cerâmica
São Caetano.
Desta vez, a confusão é feita com a fábrica
de louça de pó de pedra das Indústrias Reunidas
Fábricas Matarazzo, aberta em São Caetano em 1935. Na década de 1940, ela ocupava uma área de 20.000
m2 e empregava mais de mil operários, com uma produção
de 45 mil peças por ano. Por conta disto, tornou-se uma das mais famosas da cidade.
A marca desta fábrica, também conhecida como "Louças
Cláudia", apresenta um brasão onde as letras I.R.F.M. do monograma impresso estão normalmente pouco
legíveis, sobrando então como única referência
o nome da cidade, grafado abaixo do mesmo. Daí conclui-se
o motivo das peças fabricadas pela Matarazzo serem conhecidas
como "São Caetano". E por ser uma das mais notórias, leva
a reboque todas as demais. |
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Indústrias Reunidas Fábricas Matarazzo, São Caetano do Sul, SP.
A decoração das peças Matarazzo eram escolhidas
pessoalmente pela Condessa Mariângela, de inspiração
inglesa. Coleção do autor. |
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Marca comumente encontrada em peças das Indústrias
Reunidas Fábricas Matarazzo, fundada em 1935.
É Realmente difícil entender que no meio
do brasão há as letras I R F M, ainda
mais porque geralmente estas estão apagadas. |
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Marca da Fábrica
de Louças Adelinas, fundada na década de 1920 pelo
português Manoel de Barros Loureiro. O nome da fábrica
foi dado em homenagem à sua esposa. A indústria
prosperou tanto, que nos anos 30 exportava para
a Argentina. Tal era a adoração que Manoel
tinha por sua fábrica, que mandou fazer um logotipo
com uma coroa imperial. Em 1947, em meio a um turbulento processo de separação entre Manoel e sua esposa Adelina, a fábrica foi rebatizada como Manufatura Brasileira de Louças (M.B.L.). |
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Marca da Manufatura Brasileira
de Louças S/A. , que nada mais é que a continuação da Fábrica de Louças Adelinas, com nova razão social e nova marca fantasia. Repare que a a abreviatura M.B.L. não apenas é a abreviatura do novo nome da fábrica, como também de Manoel de Barros Loureiro. |
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A Porcelana São
Paulo foi fundada em 1940, em São Caetano
do Sul, SP, pelos irmãos Teixeira, oriundos da
região da Vista Alegre em Portugal, depois de terem
trabalho no Rio de Janeiro, auxiliando na implantação
da primeira fábrica de porcelana de mesa do país. a Porcelana D. Pedro II, e em algumas fábricas de porcelana elétrica de de São Caetano. |
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